domingo, 16 de maio de 2010

Londres


Londres é uma cidade estranha, cinza, fria, careta e cheia de diversidades. A realeza representado as tradicoes no que existe de mais tradicional e os pubs cheios de mulheres bebadas e gente inovando a cultura. Ao lado das coisas mais conservadoras do mundo os ingleses suportaram os puncks, a mini-saia e o mundo da cabeca para baixo. Estava lá, mas nao consegui fazer exatamente o que queria: beber em plena luz do dia. Mas, pude pensar e talvez comecar a escrever aqui sobre a condicao da mulher e sobre a sexualidade feminina, coisa que venho me ocupando há bastante tempo.

Naquelas caminhadas que os turistas, como eu, fazem me deparei milhares de vezes com mulheres de burca. Aos bandos posso dizer elas se movimentam como urubus e seus panos voam pelas ruas. Revoadas daqueles passaros gigantes e negros, tipo anu, cruzavam as calcadas me deixando mais temerosa que perplexa. Quem estara em baixo daquele monte de pano preto, preservando uma identidade, escondendo um sujeito, se é que ali existe um.

Muito discuti sobre a proibicao do uso de burca na Inglaterra, ou em outro pais fora da tradicao mulculmana. Os ingleses, adotando o principio da liberdade para todas as crencas e desejos, sentem-se constrangidos em proibir, politicamente incorretos. Seriam assim tao liberais quando a tradicao for o assasinado da mulher adultera, por exemplo? Creio que nao. Obrigar a mulher a cobrir sua identidade, mais que seu corpo, nao fere as leis inglesas, matar sim?

Pensei muito, as vezes me achei prepotente e intransigente, mas, conclui. Considerando que a burca é uma escolha pessoal e devemos respeitar as diferencas de cada raca ou crenca, acredito que nao deve haver uma lei contra a burca desde que em cada familia a mulher tenha o direito de escolher usa-la ou nao e mesmo assim permaneca sendo aceita pela comunidade a que pertence. Assim seremos justos.

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