sexta-feira, 25 de junho de 2010

Charles Kiefer falando de Cultura

Algo que recomendo como uma boa informacao:..................................................


Palestra de Charles Kiefer no Seminário Banquete, matabolismo e comunicação
(Centro Cultural Conde Duque de Madrid, Espanha)

Assim que Luís Rico desligou o telefone, depois de convidar-me a participar deste Banquete, quedei-me perplexo. Em primeiro lugar, pela abrangência e significação do tema geral; em segundo, pela importância e contemporaneidade do assunto da mesa que me caberia, Redes participativas e sociedade civil; e, em terceiro lugar, pela minha própria condição. Deveria falar como escritor, que é o que realmente sou? Como um intelectual que um dia aceitou um convite para deixar o seu gabinete seguro e participar da utopia popular, num governo de esquerda? Ou como professor de literatura, apaixonado por Miguel de Cervantes e Pablo Neruda, e leitor também de Platão, que discutiu Eros, que tudo move, noutro Banquete?

Porque tenho necessidade da palavra escrita, porque preciso vê-la diante dos olhos, sopesá-la, mirá-la de todos os ângulos, saboreá-la em voz alta, para que o espírito e o ouvido a conheçam, solicitei a Luís Rico que me enviasse uma comunicação formal, explicando-me o seminário. Assim que recebi a sua mensagem precisa e generosa, minha perplexidade aumentou, transformou-se em dúvida ontológica: quem sou eu, para participar de um evento tão vasto e tão distante da minha própria realidade? Que contribuição poderei dar, a não ser apontar para os moinhos de vento? E eu nem tenho lança em cabido, adarga antiga, embora divida com o Bom Cavaleiro grossos e variados volumes que, às vezes, também me aferventam os miolos. Falaria dos livros e das teorias de minha própria Biblioteca de Babel ou deter-me-ia sobre o que melhor conheço, ou seja, eu e minhas circunstâncias?
Desenvolvi, por idiossincrasia e paixão, um método de contemplar atentamente as palavras, de aproximar-me delas com cuidado e respeito, tratando de desvelar-lhes os vestígios da história. Sabemos, como o demonstrou Walter Benjamin, que o desenvolvimento capitalista destruiu, entre tantas outras coisas, também o valor da narração, da experiência, e que no mundo da pós-modernidade, as palavras, como no romance de George Orwell, significam o oposto do que dizem.

Detenhamo-nos, com um olhar antigo e demorado, mas o mais honesto possível, sobre as palavras-chaves deste seminário: Banquete, Metabolismo e Comunicação.

No Banquete, de Platão, Diotima, a primeira mulher na literatura ocidental a sentar-se à mesa dos homens e a discutir com eles em pé de igualdade, afirma que o amor é a tentativa de unir as partes que foram separadas por Zeus. Este, que divide para dominar, assemelha-se ao sistema capitalista, que precisa da disputa, da concorrência, do isolamento, da solidão. Os amantes, os que se querem unidos e integrados, compõem uma pequena rede: a da solidariedade, a da cidadania, a da generosidade. Os que amam, dividem, compartilham, auxiliam-se. O que move uma rede participativa é o amor, na sua expressão mais plena. E a move também um sentido de resistência, de libertação, de integração. O mesmo mundo da globalização e da fragmentação acelerada, por oposição dialética, está gerando também uma contraparte integrada, unitária e participativa, como vimos recentemente, quando milhões de homens e mulheres saírem às ruas para clamar por paz. Não foram ouvidas, mas seu brado ainda ecoa pelos quatro cantos do mundo. Ou como o demonstra o Fórum Social Mundial, nascido em Porto Alegre, e que congrega uma multidão de povos na solidária proposta de um mundo que globalize a justiça social.

Dois terços da população mundial não participam do Banquete. Josué de Castro, há meio século, alertava: “Em nenhuma outra fase da história da humanidade foram tão tensas as relações entre os homens. As tensões sociais, os conflitos ideológicos, as competições econômicas e as fricções políticas entre grupos, classes e países atingiram de forma inquietadora a paz, a tranqüilidade e a própria sobrevivência da civilização. Mas, se por um lado, nunca foi tão difícil a convivência do homem com o próprio homem, por outro lado, nunca alguns homens se esforçaram tanto para vencer estas forças desagregadoras – estes conflitos e divergências – no interesse supremo da humanidade. Por toda a parte vemos homens de boa vontade que se empenham com obstinada energia na tarefa ingente de criar no nosso mundo um clima de melhor entendimento – de compreensão e tolerância – no qual possa germinar e frutificar a verdadeira paz entre os homens. Infelizmente o número daqueles que trabalham pela união universal no interesse comum da humanidade ainda é relativamente pequeno e suas mensagens não puderam ainda impor uma diretriz firme à trágica desorientação política dos nossos dias.”[1] O mundo, desde que essas palavras foram escritas, em 1955, mudou. E para pior. O Banquete de alguns se tornou mais farto, enquanto desapareceram da mesa de outros milhões a água e o pão. Mas o número de homens que trabalham pela união universal aumentou, e muito. E as redes, com sua capacidade de multiplicação geométrica, começam a impor um outro padrão de discussão dos direitos civis. Em meu país, o presidente-operário, Luis Inácio da Silva, convidou o povo brasileiro a um gesto de solidariedade – o Programa Fome Zero. Talvez seja um sonho de outro Quixote, mas é uma mensagem de fé na solidariedade e um gesto de esperança de que o homem não seja sempre, e fatalmente, o lobo do homem. Mais tarde, numa reunião do G8, Lula propôs a criação de um imposto sobre a indústria bélica, que reverteria em programas da ONU para diminuir a fome no mundo. Naquele encontro, que reunia os países ricos, não foi ouvido, mas a semente está lançada. Outros, noutros quadrantes, o ouvirão e reproduzirão a mensagem nos cafés, nas praças, nas escolas, nas reuniões sociais, políticas, religiosas, na Internet.

Metabolismo, biologicamente, significa o conjunto de processos químicos necessários ao organismo para a formação, desenvolvimento e renovação das estruturas celulares, e para a produção de energia necessária às manifestações interiores e exteriores da vida. De certa forma, as redes participativas são organismos vivos, que metabolizam os valores éticos, as discussões políticas, as propostas estéticas e produzem a energia democrática necessária à saúde da sociedade. Em Porto Alegre, temos o Orçamento Participativo, uma das experiências de democracia mais interessantes do mundo ocidental. Cidadãos de todos os extratos sociais, de todos os credos religiosos, de todas as raças, de todos os partidos, de todos os níveis culturais, definem as prioridades nos investimentos da Prefeitura. O programa desperta, hoje, as atenções do mundo, e acaba de ser citado pela ONU como um modelo exemplar de gestão pública no combate à pobreza. O Orçamento Participativo prova que a comunidade organizada é capaz de gerir com maior eficiência os recursos públicos. Alguns setores da sociedade brasileira temem o Orçamento Participativo, por que ele gera cidadania. Estes, os que temem, os que não querem a presença de outros no Banquete, deviam conhecer esta advertência de Josué de Castro: “Ou tomamos o partido dos pobres – o da revolução social em marcha – e como aliados os ajudamos a vencer a fome e a pobreza, ou nos colocamos contra as suas aspirações e anseios e nos arriscamos a ser esmagados no futuro por sua revolta mais que justificada.”

Observemos, agora, a palavra comunicação, que deveria ser a mais democrática, a mais comunitária, a mais coletiva das palavras, se ela fosse fiel à sua própria etimologia. Communis, Communicatio, significa o que pertence a muitos ou a todos. No entanto, também ela, que começou nas cavernas pré-históricas, ao pé do fogo, quando o homem primitivo contou a caçada aos seus familiares e amigos, transformou-se em mercadoria, em signo de ocultamento, supressão, quando não de mentira deslavada. Servindo a interesses outros que não a informação e a transmissão de dados, a comunicação sofre do mal da manipulação e da adulteração, processo descrito em detalhes e com profética lucidez na utopia negativa de Orwell. As vozes dissonantes do discurso oficial, mesmo nas democracias tradicionais, também são abafadas e silenciadas, ou pela negação pura e simples de espaço para sua manifestação ou pela edição capciosa, que valoriza partes da locução, que fragmenta, que intercala, que adultera. Resta-nos, aos que não rezamos a cartilha do sistema, falar na praça pública, na igreja, na universidade, na reunião política; resta-nos escrever panfletos, manifestos, ou utilizar o e-mail, esse samizsdat de nossos tempos. E em rede, para que a informação que nos é negada, que nos chega distorcida, seja recuperada e multiplicada. É preciso democratizar o acesso à informação, rompendo com a lógica homogeneizante e autoritária do sistema econômico, que dita aos repórteres, jornalistas e editores até o ângulo de inclinação da foto que melhor manipulará a atenção do espectador passivo e alienado. Boaventura Souza Santos, numa conferência durante o Fórum Social Mundial, insistiu no desperdício da comunicação global. Segundo ele, nós, os professores, os escritores, os artistas, os políticos, silenciamos a respeito de nossos próprios direitos sociais, apesar de termos hoje, à nossa disposição, uma superpotência comunicativa – a Internet. Os jovens, os adolescentes, que são sempre a vanguarda dos povos, inventaram os bloggers, que são acessados e lidos por milhões de outros jovens. Temos que serguir-lhes o exemplo.

Depois do já extenso exame das três palavras, ou dos três eixos, deste seminário – Banquete, Metabolismo e Comunicação –, prossigo, contando-lhes uma experiência pessoal. Não por orgulho ou vaidade, mas para dar carne e sangue aos conceitos, para transformar o particular e pessoal no universal e coletivo.

Como disse, sou escritor. Nasci, em 1958, numa pequena cidade do interior do estado do Rio Grande do Sul, neto e filho de colonos de origem alemã. Cultura, para mim, desde sempre, tinha sido a literatura estrangeira – Eça, Cervantes, Flaubert, Alighieri, Goethe, Tólstoi –, a música estrangeira – Beethoven, Mozart, Tchaikovski, Corelli, Joaquin Rodrigo –, a pintura estrangeira – Da Vinci, Van Gogh, Van der Weyden, Tintoretto, Picasso –, o cinema estrangeiro – Eisenstein, Bunuel, Lang, Woody Allen. De costas para o meu país, suspirava pela Europa, e depois, com a avassaladora influência norte-americana sobre a minha geração, que cresceu após o Golpe Militar de 1964, passei a sonhar com Manhattan. Durante anos, com árduo esforço, fui me desenraizando, a ponto de parecer um intelectual estrangeiro, a ponto de sentir vergonha de minha próprias raízes camponesas. E, para tanto, até meu nome e sobrenome ajudavam. Em meu país, os que se dedicam a pensar sobre os valores da própria terra são carimbados como regionalistas, um termo depreciativo e rebaixador. E o que um escritor brasileiro mais teme é usar uma linguagem que possa identificá-lo como regionalista, porque as portas do sistema literário se lhe fecharão. Será relegado a um terceiro plano, menos importante para a mídia que o pior e mais desengonçado autor de best-sellers.

Apesar de meus esforços adolescentes de não ser brasileiro, de desvalorizar o que era nacional, de ignorar a extraordinária cultura de meu povo, havia algo que me inquietava. E era a sempre repetida frase, creditada a Leon Tolstói, que dizia: “Se queres ser universal, pinta a tua aldeia”. Por que uma aldeia russa era mais universal que uma aldeia brasileira? Por que os nossos bens simbólicos eram todos de além-mar? Por que os pistoleiros bêbados dos filmes de cowboy eram heróis e os borrachos que de vez em quando tiroteavam no bar de meu pai eram bandidos?

Sim, havia algo de errado nas lições escolares, nos pareceres das editoras brasileiras, nos grandes cadernos literários, que só consideravam boa literatura o que vinha de fora, embora muitas vezes aquilo fosse ilegível, de sintaxe esdrúxula e enredos absurdos. Se o que tornava uma aldeia mais universal que a outra não era a localização geográfica, seria então o tratamento dos meios expressivos? Assim, busquei estudar a linguagem dos meus autores preferidos e descobri que eles também usavam expressões regionais, dialetais. Nesse ínterim, e em meio a esse imbroglio, saí de minha terra natal, de minha pequena aldeia, e mudei-me para a capital do estado. Esse simples deslocamento, colocando-me mais próximo dos centros de produção cultural, diferenciou-me de meus companheiros de ofício, que se quedaram para trás. Minha literatura não era melhor que a deles, mas encontrou maior ressonância social. Sem o saber, eu produzia em mim o mesmo fenômeno que torna Zolá mais importante que Machado de Assis. A cultura, que espelha o sistema de dominação, reproduz-se do centro para a periferia. Um projeto, pois, que deseje alterar esse estado de coisas, precisa ter um bem fundamentado plano de descentralização, sob pena de reproduzir a mesma dominação anterior. Assim, decidi, aos vinte e quatro anos, que escreveria sobre a minha terra, que mergulharia tanto nos aspectos sociais quanto psicológicos de meu povo, que mergulharia o quanto pudesse na brasilidade. Essa opção fez com que a imprensa cultural de meu país me caracterizasse como esquerdista, ainda antes de qualquer militância política de minha parte. Isolado, sem participar de nenhum grupo, continuei a escrever sobre os pequenos colonos, os sem-terra, os aflitos e os humilhados que povoam os campos e as cidades do Brasil.

Eu era de esquerda e nem sabia. Porque mais que uma opção política, ser de esquerda, num país com tanta desigualdade e injustiça social quanto o meu, é ser um humanista. É querer que o Banquete nem seja um banquete, mas uma refeição frugal, com feijão, arroz e bife, e um livro de sobremesa. Por isso, quando fui convidado a integrar o governo municipal da Frente Popular, aceitei imediatamente, e com alegria, porque tinha certeza que faria parte de um governo honesto, transparente, de democracia participativa, e que buscava para a população o mesmo que eu buscava: dignidade e cidadania. Eu tinha recusado convites para trabalhar em outros governos, de partidos mais ao centro. Diante da opção de continuar à distância, no seguro e conveniente posto de observador simpatizante, ou de lançar-me à aventurosa correnteza das passeatas e dos comicíos, preferi a última. E durante seis anos, dediquei-me à política cultural, num grande processo de auto-descobrimento. Se muita coisa não pude fazer pelos outros, muita coisa os outros fizeram por mim. Devolveram-me o meu país, devolveram-me a minha cultura, que não exclui a dos outros povos, mas as inclui, devolveram-me a alegria, ajudando-me a metabolizar as vozes exóticas de meus avós, que falavam um alemão abrasileirado, e dos meus pais, que não sabiam conjugar os verbos, porque não tiveram a chance de estudar. Minha mãe, uma camponesa exilada na cidade, retornou à escola aos sessenta e quatro anos. Meu filho, disse-me ela outro dia, agora eu te entendo. Um dia, numa reunião do Orçamento Participativo, o então prefeito Raul Pont, ouviu, numa comunidade muito pobre, carente de quase tudo – de água tratada, de energia elétrica, de transportes, de ensino fundamental –, uma estranha demanda. Os moradores da vila queriam construir um teatro.

– Um teatro? – espantou-se o prefeito.

– Sim – responderam –, nós estamos cansados da miséria, nós queremos alegria.

Intuitivamente, sem que um douto especialista lhes explicasse, aquela comunidade sabia que a estética é capaz de melhorar o ser humano, que a alegria da arte é capaz de gerar uma energia vital extraordinária, que o prazer artístico é um bem tão necessário e inalienável quanto a saúde, os transportes, a moradia.

Como hoje sei que minha aldeia é importante, porque é minha e porque contém todas as grandezas e misérias de todas as aldeias do planeta, e porque não basta banquetear-se, porque não basta metabolizar os alimentos do espírito, mas é necessário ainda comunicá-los, conto-lhes aqui sobre o que construímos, coletivamente, em Porto Alegre, às margens de um lago sereno, e sob as luzes brilhantes de um generoso pôr-de-sol. Com o Orçamento Participativo, com ele e por causa dele, com este instrumento de consulta popular, somos, segundo o último relatório do Programa para o Desenvolvimento dos Povos da ONU, a cidade brasileira com mais de um milhão de habitantes que tem o melhor Índice de Desenvolvimento Humano Municipal. Porque o Orçamento Participativo define as prioridades de investimento, a rede municipal de ensino cresceu substantivamente na última década e o índice de analfabestismo na cidade caiu de 5,8% para 3,3%. A renda per capita do município coloca-nos na melhor posição das capitais brasileiras, entre outros aspectos, como o índice de longevidade, de saneamento, etc. O que se fez ainda é pouco, é muito pouco, mas foi feito com a participação consciente e livre da população.

Meu tempo de exposição já se esgota, mas ainda quero falar-lhes um pouco mais de Porto Alegre e de sua experiência. Minha cidade transpira cidadania e ar limpo. As marcas do Orçamento Participativo não são visíveis apenas nos indicadores econômicos e de qualidade de vida. Na área artística, por exemplo, a população organizada propôs a criação das Conferências Municiapais de Cultura, que é o fórum que define as diretrizes políticas da própria Secretaria Municipal de Cultura. Esse debate democrático, realizado a cada dois anos, fez nascer o Conselho Municipal de Cultura, gerou festivais de música, que se realizam nas dezesseis regiões da cidade, produziu festivais de teatro, que transformaram Porto Alegre num dos principais centros de dramaturgia do país. Restaurações, tombamentos, criação de novos centros culturais foram propostos nas Conferências. Delas saíram, ainda, os projetos de integração cultural com outros países, como Uruguai, Argentina, Chile, França, Suíça. Durante as conferências, nasceram leis de incentivo e fundos de cultura, que alavancaram a produção de discos, livros, filmes, peças de teatro, restaurações de prédios históricos. Hoje, Porto Alegre notabiliza-se por ser um pólo de produção cultural, suplantando estados economicamente mais fortes, provando ao país que é possível fazer mais quando a própria população define as suas prioridades orçamentárias.

Nosso Banquete, em Porto Alegre, convida os pobres e deserdados a sentarem-se à mesa para discutir os seus desejos, para definir as suas prioridades. A metabolização da política tem gerado mais escolas, mais postos de saúde, mais ruas asfaltadas, mais produtos culturais, mas, especialmente, mais dignidade e cidadania. Falhamos, talvez, na comunicação, porque a imprensa local, estadual e nacional prefere ignorar um fenômeno político que só teve paralelo na história da humanidade nos tempos de ouro da civilização grega. De certa forma, sou capaz de entender os meus próprios alunos, jornalistas e escritores, que silenciam a respeito de tudo isso. Eu próprio precisei despir-me de meus preconceitos de classe para discutir o que era cultura com populações mal-alimentadas, mal-alfabetizadas, mal-vividas. Muitas vezes, confesso-lhes, aprendi mais com eles do que com os vaidosos mestres engravatados. Contar clareia, anuncia meu personagem Mateus, no romance Quem faz gemer a terra. Por isso lhes conto, para que também eu possa ver melhor.

[1] Castro, Josué de. Ensaios de biologia geral. São Paulo: Brasiliense, 1968. p. 153.

2 comentários:

  1. Quando foi isso Solé??? Parabéns pelo teu blog, assim a gente fica sabendo um pouquinho mais de ti. Gostei.
    bjs

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  2. Oi, minha primeira seguidora. O charles passou para a gente essa semana, um texto nao publicado. bjs volta logo

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