terça-feira, 6 de abril de 2010

El secreto de tu ojos ( de gata?)

El secreto de tu ojos (de gata?)

Alguma coisa de verdade deve estar acontecendo. Já penso que deve haver uma intenção prévia nisso tudo.
Primeiro declarei meu amor incondicional pela musica espanhola através das melodias de Joaquin Sabina. Antes disso conheci Rosa Monteiro e li todos seus livros, desde a Louca da casa, ate: Te trataria como a una reina. Agora para completar "El secreto de tus ojos"
Modo interessante os argentinos encontraram de falar da vida e do tempo. Daquilo que deixamos de fazer e de sentir porque nao é adequado naquele momento. Os sonhos que abandonamos. Os que deixamos suspendidos na expectativa de que poderemos vive-los mais tarde. Ele escreve, ou tenta escrever, assim como eu. Tenta resolver parte das suas angustias escrevendo, contando uma historia que bem poderia ser a sua. Parece que viver, falar, nao é suficiente para esgotar os sentimentos. Para resolver o que pulsa na garganta e precisa sair, se escreve. Mesmo assim faltam as palavras, as palavras que nao foram ditas.
Esposito nao declarava seu amor, nao era conveniente, nao era necessário. Saia dos encontros com a esperança de que o tempo apagaria a lembrança e pergunta para Morales: "Como fizeste para esquecer? O que se faz para esquecer?" Boa pergunta em uma época de gente tao ocupada, sem tempo para lembrar. Ele diz que os olhos falam, mas as vezes nao basta saber ouvi-los, é preciso que os atos também confirmem o que os olhos falam. E escreve no inicio do seu romance: "...ia ficando cada vez menos nos seus olhos e cada vez maior no seu coração". (Si quedava mas pequeno en sus ojos e mas grande en su coracion) Talvez seja esse o problema, aquilo que desaparece de nossos olhos corre o risco de crescer em nosso coração. Sabina diria: "...nos dijimos adiós, ojalá que volvamos a vernos. El verano acabó, el otono duró lo que tarda en llegar el invierno..."

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