quarta-feira, 31 de março de 2010




19 de novembro
Johnny Cash e Eu
Comprei um Dvd do Johnny Cash cantando na Dinamarca em 1971. Estranho assistir a imagem da voz que a gente curte. As vezes, enquanto dirijo para a clinica, naquelas manhas que o dia parece será uma coisa insuportavelmente longa e que a cama grudou no meu corpo na tentativa de não me deixar acordar, toco “Folson Prision” bem alto e consigo chegar.
A voz dele enche o carro, eu imagino seu sorriso de canto de boca e o olhar malicioso que vi no dvd. O mesmo olhar que o ator no filme “Johnny e June” reproduziu merecendo um oscar.
Já me perguntei se o que me encanta é mesmo a melodia da voz dele ou a empolgação pelo romance deles. Ela esta no dvd, o cabelo parece peruca, a cintura grossa como uma melancia e o olhar dele para provar como não se trata disso o amor.
Enquanto as chapinhas e as mechas transformam as mulheres em belos robôs em série, as Junes e os Johnny nos surpreendem com um amor além das aparências, ou melhor fora dos moldes de aparência. Não estou defendendo que as pessoas se apaixonam por quem elas acham feias e sim que elas acham bonitas, mesmo que as revistas não achem.
Uma bunda grande arrebata muito mais que 5 kg abaixo do peso. Johnny Cash não era propriamente aquilo que as pessoas chamariam de homem bonito, mas tem um olhar e um sorriso malicioso que certamente me faria largar muita coisa, sorte minha que ele já morreu de velho.

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