segunda-feira, 29 de março de 2010

Piaf e a Melancolia



4 de outubro/2007
Piaf e a Melancolia
Passei o fim de semana estudando a melancolia e para completar fui assistir o filme da vida da Piaf. Duas falhas graves: Não levei lencinho nem lápis de olhos para retocar. Temos em Piaf um modelo exemplar de melancolia, alguém que muito cedo perde o objeto, vive as perdas sem possiblidade de luto, sofre toda sorte de abandono psiquico e como saída para o sofrimento opta pela criação ao invés da morte. No filme ela diz: "Eu preciso cantar senão morro", assm como Sade precisava escrever. Na Zero Hora de hoje está escrito que Piaf morreu de tanto viver, eu acrescentaria que ela sofreu de mal de amor, amou demais e o que recebeu não era suficiente para aplacar sua carência. A cena da morte do boxeador Marcel é inesquecível e eu consigo me imaginar nela diante da perda de um dos meus três amores

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