
30 de junho
Medéia
Assisti Medéia no Teatro São Pedro. Surprendente. Estou ficando pretenciosa. Esses anos todos de teatro começo a achar que sei alguma coisa.
Estava lindo e tocante. Apenas um ponto: Sai sem saber quem era o mocinho: Jajão ou Medéia? A raiva daquela mulher ferida, o ódio, que ela sentia estava bem caracterizado. A atriz expressava isso no seu rosto, na sua postura. Mas o sofrimento? Quem pensou no sofirmento que sentiu essa mulher ao perde seu amor. Aliás os seus dois amores. Primeiro traiu o pai para ficar com Jajão, depois perde esse. O sofrimento da perda transformado em ódio, quem pensou nele? tenho pensado sobre isso, o sofrimento das mulheres. É preciso pensar no femino a partir do ponto de vista feminino. Até agora se vê a mulher a partir do olhar masculino, será possivel? Nem mesmo Chico Buarque é capaz. Para Freud era um buraco negro, ou coisa semelhante.
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